Os dados enviados na hora da compra devem estar criptografados. Como?

outubro 26 2015

Preste atenção ao protocolo de segurança HTTPS, que é um HTTP codificado. Ele garante a proteção contra ataques. Portanto, um endereço de servidor com uma conexão segura deve ser semelhante a este: https://www.online shop.com.

*A jornalista viajou a convite da Kaspersky

Dicas de segurança

No seu computador

» Mantenha o sistema operacional,
o antivírus e todos os demais softwares atualizados

» Evite clicar em links recebidos por e-mail ou apresentados em sites
não confiáveis

» Instale um antivírus que seja capaz de identificar e eliminar vírus e outras ameaças, e tenha firewall

» Tenha cuidado com os anexos
dos e-mails: muitas vezes, eles têm
como assunto aspectos que provocam curiosidade

l  Nas redes sociais

» Tenha atenção com informações e fotos que você publica nas redes sociais

» Procure orientar as crianças e adolescentes sobre os riscos relacionados à internet, como  conversar com estranhos

l  Sua senha

» Escolha senhas compostas por pelo menos oito caracteres, entre números, letras e caracteres
especiais (*,#@$)

» Substitua a senha frequentemente

» Não use palavras em qualquer língua, nomes próprios, apenas números. Varie mesclando
partes de palavras ou frases

Nas compras

» Tome cuidado com computador que usa, evite usar lan houses, não forneça as informações bancárias
a outras pessoas e pesquise sobre a loja virtual antes de comprar

» Repare no item de cadeado na barra de tarefas do navegador. É um indicativo de que o site é seguro

» Não se esqueça de fazer logout ao sair do e-mail, da conta bancária e da rede social

» Evite preencher seus dados pessoais em cadastros de sites não confiáveis, principalmente aqueles que ofereçam algum benefício em caso de preenchimento

» Procure usar a navegação segura https em redes corporativas

Fonte: Emerson Wendt e Higor Vinicius Nogueira Jorge, no livro Crimes cibernéticos, da editora Brasport

Três perguntas para…

paula alessandro da silva
gerente de soluÇões da ez-security

Há algum sistema operacional imune aos vírus?
Existem três principais vetores a considerar nesse caso: a massificação do uso da tecnologia, que deixa os usuários vulneráveis pela falta de informação; a evolução dos códigos maliciosos; e a mudança no uso do computador, com aplicações e serviços são muito mais percebidos e usados. Os três vetores tornam praticamente impossível um provedor de tecnologia ser imune a ataques cibernéticos. Se não for atacado, ainda vai ser.

Como se defender?
O melhor conselho é informação, é a cultura do usuário. As empresas têm mais a perder e vão investir nas prevenções e instruções aos usuários. Tudo para não agravar as vulnerabilidades. Tem que prestar atenção às perguntas que as redes sociais fazem nos aplicativos para o celular, como adicionar ou não o GPS. E outra: o uso do antivírus é básico.

Como se proteger sem abrir mão da liberdade?
Temos que olhar em dois aspectos: o conteúdo como uma questão dos direitos autorais e a internet como meio de comunicação. A internet tem regras desde que foi concebida. A liberdade é muito ampla, mas para conviver bem com a sociedade é preciso lidar com todo tipo de possibilidade na web. Estamos a caminho de legislação mais efetiva no assunto e do amadurecimento. A realidade é muito desafiadora, pois tudo ainda é muito novo.

 

De olho nas contas bancárias

 

Manter a carteira e os cartões de crédito em um lugar seguro ou não andar com muito dinheiro no bolso são sugestões básicas para tentar se proteger de bandidos. No entanto, há ainda mais uma dica: fique atento ao que você publica nas redes sociais, aos dados que preenche ao comprar em uma loja virtual e até ao acesso à aplicativos bancários. Essas são as exigências para se ter uma navegação um pouco mais segura no ambiente virtual. Os cibercriminosos procuram os internautas distraídos.
Uma pesquisa da Harris Interactive, realizada entre fevereiro e março deste ano, entrevistou 8 mil pessoas e revela que 57% dos usuários de internet do mundo gerenciam remotamente a sua conta bancária. E mais: 31% armazenam os dados bancários no próprio computador e 23% têm recebido e-mails falsos com algum pretexto para incentivá-los a entregar informações pessoais. De janeiro a agosto de 2012, a empresa de antivírus Kaspersky Lab detectou mais de 15 mil novos cavalos de troia, que têm o objetivo de furtar dados bancários.
Em fevereiro deste ano, Diego Barros, 22 anos, percebeu que uma pessoa fez compras on-line em uma loja virtual da França com seu cartão de crédito. Como acompanha com frequência a fatura, o estudante de publicidade acionou o banco e fez uma carta afirmando que a cobrança era indevida. Em 10 dias, o banco estornou o dinheiro, R$ 100. “Usaram só isso porque tinha esse valor na conta. Se tivesse mais, com certeza também perderia”, comenta.
Barros costuma comprar roupas e perfumes em sites internacionais e acredita que um vírus ou ataque direto de hacker conseguiu roubar seus dados. “Antes, comprava em qualquer computador, agora uso só o meu, pois garanto um pouco mais de segurança. Uso antivírus e acesso apenas sites conhecidos”, conta.
Os bancos também recorrem às proteções digitais, como a exigência de duas senhas. Há também os que utilizam uma palavra-passe, que muda frequentemente. “O usuário também tem seu papel: vale ser cuidadoso ao escolher o código, como usar letras maiúsculas e minúsculas; salvar a palavra em lugares que não são acessíveis a outros; e monitorar a atividade em suas contas”, sugere Andrey Kostin, analista de malware da Kaspesky Lab.

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